quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Resenha: Primeiro e Único, Emily Giffin

 








Emily Giffin
448 páginas
Novo Conceito
2015










Antes de tudo devo confessar que depois de três livros lidos, Emily Giffin conseguiu um lugar no meu coração. Foram três leituras com diferentes aspectos que me fizeram amar a forma como autora retratar as histórias humanas. Então, quando soube que a Novo Conceito lançaria mais um livro dela eu fiquei eufórica, acabei nem me atendo a sinopse e já escolhi para ler.

O livro conta a história de Shea, uma mulher de 33 anos que depois de uma tragédia começa a por em cheque o andamento de sua vida. Ela que sempre viveu numa cidade que respira futebol americano, acabou tornando-se mais uma louca pelo Walker (o time que representa a cidade). Grande parte disso foi pela convivência com a família de sua melhor amiga Lucy, mais precisamente o pai dela, o treinador Carr de quem sempre teve uma admiração enorme. Agora, os tempos são outros e Shea percebe que talvez ela esteja acomodada em sua rotina particular e que as mudanças podem ser uma boa opção.

Meu primeiro “baque” foi o tema principal: futebol americano. Eu não sou muito fã de esportes e de principalmente futebol (seja lá qual for), o livro tem até uma frase da orelha “tranquilizando” o leitor de que não era preciso entender futebol americano para gostar da história. Eu até concordo, porém acrescento mais, você precisa ter no mínimo de empatia ou interesse no assunto. Por que se não tiver, meus caros, a leitura não vai fluir. Muitas vezes eu levava a crer que o verdadeiro protagonista deste livro era o futebol americano, por o assunto ser tratado de uma forma tão... intensa. É até explicado, pois pelo que eu vi essa é uma cultura muito forte no mundo da autora, assim como é o futebol (o outro) aqui no Brasil. Essa barreira cultural acabou deixando a leitura arrastada e bem entediante, somado aos diversos elementos que senti falta da narrativa de Giffin.

Já que eu não curti tanto essa parte do futebol, eu pensei, Giffin fosse compensar nas questões do drama em si. Outra vez me decepcionei. Shea é a protagonista mais apática da autora, para mim ela poderia ter feito bem mais no desenvolvimento dela, principalmente no tema que diz respeito à violência doméstica, além do romance que não consegui digerir de forma alguma. No geral achei um livro bem regular que poderia ter sido bem melhor, na verdade é que tive expectativas altíssimas (mais uma vez elas) com Primeiro e Único que não foram alcançadas e isso diminui pontos conforme a leitura avançava. Eu recomendo ler com baixas expectativas se você gostou dos outros livros da autora e se tiver um pouco de interesse (ou não se importar) em futebol americano.

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