segunda-feira, 2 de março de 2015

Resenha: Irresistível, M. S. Fayes

Fay, não queria saber de relacionamentos duradouros, curtia a vida sem se preocupar com o amanhã, mas quando Alex entra em sua vida tudo parece mudar de lugar e se encaixar irresistivelmente.

Este é o segundo livro da trilogia das leis, da autora M. S. Fayes(Martinha), que nos apresenta a personagem que foi coadjuvante no primeiro livro: Absoluto (resenha AQUI). Com uma narrativa contagiante a autora nos envolve com dilemas de personagens bem complexos.
A protagonista, Fay Willams, é muito conflitante, ela normalmente tenta passar o que muitas vezes não é, gosta que as pessoas a enxergue como forte decidida e que não teme à nada. Porém não é bem assim, Fay guarda um segredo desde sua infância que explica o porquê dela ser deste jeito, o que é bastante compreensível. O que não gostei nela foi ela guarda tudo pra si, mesmo dizendo que tem amigas inseparáveis e uma amizade forte, ela não consegue se abrir, demorei para gostar desta protagonista que tinha tudo pra ser ótima, mas acabou sendo muito imatura. Já o Dr. Alex, é também bastante fechado, mas por outro lado ele é decido e realmente quer ser feliz e colabora para tonar real essa felicidade que tanto deseja. Ao contrário da Fay que muitas vezes se auto sabota.

A narrativa da autora continua bem fluída e te prende durante toda a leitura. A trama foi bem previsível, com um final de clímax satisfatório. O enredo é bem desenvolvido e ficamos sabendo de cada acontecimento nos momentos certos sem correria para o final ou parágrafos sem necessidade.
Eu ainda prefiro o primeiro livro, adorei o casal Kate e Gabe, embora tenha criado uma enorme expectativa pela Fay, que foi uma personagem que não gostei tanto quanto esperava de uma protagonista. Claro que o leitor pode esperar cenas picantes de tirar o fôlego com este casal de uma química inegável. A autora também traz à trama, conteúdo para sua criação, já que tudo se envolve e desenrola onde os personagens trabalham: justiça, advogados, programas de segurança do governo e etc, ela tem conhecimento no que se refere durante a leitura, e nos inseri neste meio muito facilmente.


Um romance bom, com certo suspense e dramas na medida certa. Recomendo a leitura para quem gosta do gênero ou quem já começou a ler a série vale a pena continuar, e com um epílogo que deixa você ansiosa pelo próximo livro.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Desafio LE #01: A História de um Milagre, Bianca Toledo

E para começar o meu desafio para ler um livro evangélico por mês, comecei com esta linda história de fé, cura e o principal: AMOR na sua forma mais sublime e grandiosa.

O livro é bem fininho, mas não li tão rápido é um livro de muita reflexão. A autora narra sua história em primeira pessoa, mas devido a sua trajetória ela insere depoimentos de pessoas que estavam ligadas diretas ou indiretamente na sua vida, durante todo o seu processo.
O livro não é classificado como biografia e sim cristão, e confesso que é uma história de vida para refletir e realmente pensar no amor de Deus para com seus filhos, nós. A narrativa é simples e cheia de emoções, já sabem, claro!!! Chorei bastante durante toda a leitura.

Bianca Toledo é uma mulher que se converteu aos dezesseis anos e desde então participou sempre da igreja, seu maior sonho: ser mãe. No dia que conseguiu engravidar sua alegria era tamanha, que não tinha como não ficar alegre com sua felicidade, só que ela não imaginava o que estava por vir. O parto da Bianca foi bem complicado e no momento em que teve seu bebê, não pode segurá-lo, ou abraça-lo ou mesmo vê-lo. Ela ficou em estado muito grave de saúde e entrou em coma. Conforme suas palavras ela estava aprisionada em seu próprio corpo. Aí entra os depoimentos de pessoas que conheceram sua situação e se solidarizaram com seu estado e oraram, visitaram e de alguma forma tiveram também suas próprias vidas mudadas, transformadas pelo poder de Deus. Então um grande movimento foi realizado em orações e preces pela Bianca, tomou proporções tão grandes e incríveis, que eu como cristã posso afirmar o quanto Deus quis mostrar o seu poder, mas acima de tudo o seu amor por sua filha tão querida e que ela fosse um instrumento de fé, perseverança e amor que tocou em diversas vidas, mesmo sem conhecê-los pessoalmente.
As partes que mais me identifiquei com a maneira de pensar, foi com os depoimentos do irmão da Bianca, o Marcelo. Me senti muito sensível e emocionada pelo modo como descreveu o que sentia quando sua irmã passava por todo aquele calvário.

Como o título do livro diz, é realmente um milagre o que acontece com a Bianca e não é novidade, nem spoiller dizer que eu chorei como uma criança, quando a Bianca viu pessoalmente pela primeira vez seu filhinho e da emoção que senti quando ele, que nunca tinha visto ou sentido antes sua mãe, ele sorriu.
Livro recomendado, e que ao leitor possa ser tão gratificante e renovador da alma como foi para mim, esta história não é só de dor e sofrimento, mas de esperança, fé e amor.

Quote:
“...Como eu posso orar e clamar por ela, se sou pecador e tenho tanto a melhorar. E com o tempo fui descobrindo que mesmo não sendo perfeito Deus me ouve, e vale a pena lutar por quem amamos.” Marcelo Toledo Pág.: 41

Saber mais sobre o desafio, clique abaixo:


domingo, 22 de fevereiro de 2015

Resenha: Simples Perfeição, Abbi Glines

"Esta resenha contém alguns spoillers"

Depois de um grande clímax final em “Estranha Perfeição”(resenha aqui), o casal Della e Woods ficaram com a relação meio balançada, será que aguentariam mais?

O livro começa contando exatamente onde parou o anterior. Também temos um pouquinho de Rush e Blaire da cena final de “Amor sem Limites”(resenha aqui), Della anda querendo agradar muito o Woods, querendo ser o mais normal possível e viver com seu grande amor. Porém a protagonista bem obcecada com seu histórico familiar, o que não sai de sua cabeça nem um segundo, e com toda esta tensão ela acaba vendo e escutando situações que não eram o que pareciam ser, confusos? Bem, Della esta muito perdida ainda e precisa se encontrar, e devido ao grande estresse ela toma uma decisão bem sofrida, mas que achei muito bonita e sensata. É claro que esta decisão deixa Woods bem bravo e triste, mas que ele aceita, não tão bem, mas uma aceitação por amor a Della. O que foi bem maduro de seu personagem, já que ele estava no meio de um furacão e acredito que o que Della fez foi melhor para os dois.

Abbi Glines, como sempre conseguiu conduzir muito bem a narrativa com cenas bem picantes e eróticas, mas mesclando com os dramas dos personagens e poucas cenas divertidas, neste livro acho que encontrei muito mais dramas, o que me deixou muito feliz com as resoluções e como a protagonista amadureceu bem. Esse definitivamente é o livro da Della, esse personagem muito bom de se trabalhar em dramas e a autora soube usar muito bem em sua construção e desenvolvimento, realmente foi uma peregrinação para a protagonista, para ela se encontra e realmente saber o que quer e o que gosta.
Tem muitas revelações neste livro, que nos leva a refletir bastante, pelo menos pra mim, a Della foi madura o suficiente para ter percebido um determinado problema com outros olhos outra visão, e mediante as mudanças ela encarou muito bem. Se preparem para muito drama, no final eu sofri muito com um ocorrido, muito tenso e triste, que vai render muito choro e conflitos para o próximo livro.
O que me deixou um pouco decepcionada, foi Della querer ser igual a Blaire, achei meio forçado, não me agradou. Porém foi importante para o crescimento da personagem.

Esse é o livro que encerra este casal de protagonistas (Della e Woods), com uma cena bem fofa, e os personagens amadurecidos e resolvidos, pelo menos a maioria. Agora ansiosa para o próximo volume da série Rosemary Beach que vai ser um dramalhão total.

Quote:
“ – Bem, ele precisa de você. Eu entendo isso. Mas, Della, você começou a sua viagem para viver a vida. Não se esqueça disso. Você deixou uma prisão. Não se enfie em outra.” Pág.: 14

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Mini Maratona de Carnaval 2015 - Saldos

Resultado Dany

Ola!!
Bem minha maratona não foi tão fiasco, né? Afinal dos três livros propostos, consegui concluir dois: Simples Perfeição e O Duque e Eu. Eu realmente tive bastante tempo, carnaval, feriadão, mas eu queria muito dormir e ver alguns filmes. Mas não me desanimei acho que foi razoavelmente bem pelo menos fui mais da metade e como eu disse no post de abertura da Mini maratona o objetivo é se divertir!!! E com certeza aproveitei bem com leituras muito boas e fique satisfeita com os livros que li.

 Eu li romances diferentes, bem diferentes: Um romance Contemporâneo com cenas eróticas e alguns dramas o outro romance históricos bem romântico e divertido. "Simples Perfeição, Abbi Glines" foi um romance atual com erótismo e drama, acredito que foi o livro que mais teve dramas da Abbi Glines e é o segundo livro do casal Woods e Della e gostei muito da leitura, narrativa super fácil e envolvente.
Já "O duque e Eu", da Julia Quinn é um romance histórico, mas com cenas picantes(com moderação é claro, afinal a época do cenário do livro não permite tantas liberdades). Leitura delícia, bem romântica e personagens que te fazem amar do início ao fim da leitura. Sinceramente quero fazer parte da família Bridgrtons. Não vou falar mais, porque vai ter resenha destes dois livros que li. O livro "Quando o Homem ama uma Mulher, Bella Andre", não foi lido durante a maratona, mas vou ler em breve e vai ter resenha também aqui no blog.

Resultado da Larissa


Olá pessoal, como foi a maratona de vocês? Eis aqui o resultado da minha: um fiasco total! Como meta, coloquei três livros, um deles já tinha iniciado (Um Caso Perdido), entretanto acabei guardando os livros na mala (pois viajei nesse feriado, como vocês sabem) e fiquei sem nenhum livro para ler no carro durante a viagem. Então, escolhi o Boneca de Ossos da Holly Black para ler... Ou seja, quatro livros... Agora, me perguntem se consegui terminar algum deles? Pois é, a resposta é não. No máximo consegui passar da metade de dois livros (Lampião e Boneca de Ossos). Acho que o problema não foi tempo, porque eu tinha de sobra, acho que foi a falta de vontade (aka preguiça haha) e a leitura que só foi me cativar no finalzinho da maratona. FAIL TOTAL!!! Espero que na próxima maratona eu consiga atingir minha meta.
E você? Se divertiu no país da leitura? Leu muito? Leu pouco? Conseguiu atingi suas metas? Deixe aqui nos comentários.

Post da Maratona AQUI

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Desafio: Livros Evangélicos 2015


Ola!!!
Esse vídeo é sobre o desafio que criei para ler mais livros evangélicos em 2015, se você também quer ler mais livros deste gênero neste ano, junte-se a mim. Para saber mais assista ao vídeo e toda última quarta-feira de cada mês sai uma nova resenha escrita de algum livro envagélico que eu li.


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Resenha: Encontro às Cegas, Carolina Aguirre

Quando pensamos que nada mais pode dar errado na vida da Lúcia, fica tudo muito pior. É uma montanha-russa de emoções com pitadas de humor negro durante todo o livro, que vale a pena ler cada página.

Antes de mais nada, devo comentar que é um romance bem diferente do que costumo ler, a autora é Argentina e o romance é todo em forma de diário, ou seja, não há capítulos só dias do mês no qual, Lúcia escreve como se sente e como  foi o episódio do dia. Também é ambientado na Argentina e com costumes de lá. É todo em primeira pessoa e com alguns diálogo. Confesso que de início foi difícil pegar o ritmo, por não ter tido contato com esse tipo de romance, mas quando você pega o jeito não consegue mais parar de ler. A narrativa da autora é fluída e com muito humor negro, o que não deixa de ser divertido de uma maneira diferente. A estória começa com uma aposta que a mãe da Lúcia faz com a filha Irina, que vai se casar. A mãe aposta que Lúcia não consegue um namorado firme até o casamento da Irina para levar como acompanhante, ela perdendo paga todo o casamento da filha. Só que nossa protagonista escuta tudo e ver essa aposta como um desafio, então ela põe como propósito arrumar “O Cara” para levar no casamento da irmã. Esse é  plot o livro, a autora coloca todo o cotidiano de uma família bastante conturbada, problemática e uma mãe muito perversa e muito superficial, sinceramente odiei esta personagem que me dava nos nervos todas as vezes que aparecia em cena.
Lúcia é uma jovem de 30 anos, um pouco acima do peso e com uma estima bem baixa. A protagonista me conquistou logo de início, ri horrores com suas atrapalhadas e com muitos encontros desastrosos. Lúcia não tem muitas amigas e as que ela tem, são umas verdadeiras cobras, que fazem piadas sacanas e bem inapropriadas. Os caras que passam pela sua vida são bem diferentes um do outro e Lúcia costuma a colocar seus defeitos no centro de tudo, fazendo com que ela esqueça que são pessoas e vão sim ter defeito o diferencial é a maneira de encará-los e contornar esses defeitos que às vezes não são o fim do mundo. Mas não se engane Lúcia é bem psicótica e reconhece isto, o que fez gostar muito dela que usa o sarcasmo com ela mesma para colocar um pouco de humor nas situações complicadas em que se mete. A personagem principal não fica dando uma de coitadinha, ela sabe que a vida não é fácil e que faz muitas coisas erradas e sem sentido e que tem o dom para se meter em confusão.

O final bem satisfatório, mas que para mim precisava sim de um epílogo, a protagonista amadurece e com ela aprendemos que tudo na vida é passageiro e que a vida pode ser divertida e muito agradável quando a pessoa certa para você, que muitas vezes você não quer ela, mas é a que você precisa.

Quote:
“A cara da minha mãe foi algo que jamais vou esquecer, porque foi a mesma que Lex Luthor fez quando viu que o Superman estava vivo. Uma mistura de terror e assombro.” Pág.: 89

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Crônicas: Do Prazer da Primeira Leitura, por Mozart Neto

Em meio à confusão de cores, formas e tamanhos que meus olhos encaram na estante abarrotada de livros, tento identificar qual é o sentimento que me move na busca por um autor, uma história que pode invadir meu coração, preenchê-lo de significados distintos e sensações que assumem luz desconhecida, e por isso mesmo excitante. Meus sentidos apontam para um exemplar em especial: "É este aqui". Afasto os livros que se situam entre o meu novo livro favorito; esse trabalho exige um pouco de esforço, mas a recompensa é válida. Não sintam inveja, amigos, pois retornarei a vocês em breve. Deslizo suavemente meus dedos sobre a capa limpa e recém-tirada da embalagem, as marcas do tempo ainda não são perceptíveis na minha relíquia de culto, no conjunto de histórias de vidas que aquelas páginas contêm. Confiro se há algum defeito na lombada ou alguma mancha engordurada praticada por um meliante que insiste em se manter oculto. Feitas as investigações preliminares, vou para as orelhas do livro e a contracapa.
Não consigo acompanhar a velocidade de meus olhos, eles parecem percorrer longas distâncias à procura de algo que não sei bem o que é. Exercito minha paciência seguindo meus instintos para saber em que pode resultar essa busca frenética. Após sentir-me esbaforido e necessitando de algum cuidado (não quero causar problemas para os outros), recolho-me para um lugar tranquilo no qual eu possa estabelecer uma comunhão com o autor do qual pretendo ser amigo, confidente de todas as horas, me apegar à algo ou alguém que desperte em mim a urgência em saborear cada página, cada linha tortuosamente trabalhada, lapidada. Acho que estou me excedendo um pouco; melhor retornar à atividade primeira.

Em busca de reclusão, quase sumo no emaranhado de estantes e livros que me rodeiam. Na verdade sou lançado a outra dimensão, em que as noções de tempo e espaço para mim não existem. Agora é a hora: é tudo ou nada, pois é assim que considero esse momento, o instante no qual colocarei à prova minhas próprias convicções sobre o texto, sobre o impacto que a palavra escrita exerce para esse pobre mortal. Avanço com certa imperícia, pois não sei em que estrada vou terminar, na encruzilhada entre decidir se continuo ou não minha jornada em questão. Veja bem, minha tarefa é executada com algum sucesso: continuo firme no andamento da leitura. Minhas mãos já se tornaram íntimas daquele amontoado de folhas de papel condensadas, meus olhos já estabeleceram perigosa cumplicidade com o tipo de fonte a ser utilizada, do tamanho das palavras que se exibem para mim de maneira promíscua. Sinto que já estou sendo fisgado, vai ser difícil me livrar dessa tentação. Retomo a consciência, coloco os pensamentos em ordem, deixo o ar oxigenar meu corpo para que eu possa retomar meu caminho sem vacilações. Ainda há algo que preciso saber antes da dar o veredicto final. Para tal, insisto mais um pouco na leitura. É o momento em que sei que estou fazendo a escolha certa. Estabeleço um breve diálogo com ela, mesmo que eu não diga palavra alguma. Ela não me conhece, talvez nem saiba que estou invadindo sua privacidade, sei que ela se deixa revelar através de suas ações e de seus pensamentos conflitantes. No fim das contas ela parece ser como eu, apesar de sermos tão díspares. De alguma forma, me sinto conectado a ela; ela desperta em mim o desejo necessário para acompanhá-la até quando for da vontade do escritor, esse cafajeste que brinca com nossas emoções. Acredito que estou pronto. Percebo que a personagem em questão tem algo a me dizer que vai além do já conheço. Existe uma novidade ali a me desconcertar, um chamado para descobrir com meus próprios olhos os rumos da história, pois também é a oportunidade de saber em que ponto vou me encontrar quando nos separarmos, o quão diferente estarei no espaço entre o ínicio e o fim da obra que assumo como minha obra. Está feito. A partir de agora, assumo os riscos, fui assombrado de todo tipo de alerta, mas nesse momento tenho aversão a todo tipo de precauções, pois a única alternativa é me atirar do topo do precipício sabendo que serei outro quando voltar à realidade.



*Essa Crônica foi escrita por Mozart Neto, novo colunista do blog.
Mozart tem dois blogs nos quais escreve, acesse: