terça-feira, 11 de outubro de 2016

Resenha: A Volta do Parafuso, Henry James

Qual o limite da razão? Até onde vai a imaginação ou até onde podemos encarar a realidade?

Em “A Volta do Parafuso” o autor Henry James, insere o terror psicológico para impressionar e assustar o leitor no finalzinho do século 19 (obra de 1898). A narrativa começa com uma pessoa contando a estória de uma governanta muito jovem e sonhadora que vai cuidar de duas crianças numa mansão bem antiga. Muito jovem a moça fica ansiosa e encantada com seu empregador, que muito bonito e charmoso explica determinante, que se ela quisesse o emprego não teria que aborrecê-lo a nada e ela teria que tomar todas as decisões a respeito de seus sobrinhos órfãos, sem consultá-lo. Para demonstrar que era forte, determinada e uma boa governanta a moça aceita o trabalho de cuidar destas duas crianças. A princípio tudo parece estar na mais perfeita paz, até que mistérios começam se levantar, aparições amedrontar e tudo começa a fugir do controle.

Foi meu primeiro contato com o autor e criei grandes expectativas, que não foram atendidas, mas também não foi decepcionante. A narrativa do autor é muito fluida, elegante e bem dramática, fazendo o leitor terminar a leitura bem rápida e agradável.
Momentos de terror: confesso que até para mim, muito medrosa, não tive tanto medo, porém olhei uma segunda vez ao meu redor no momento das aparições na trama. O escritor mexe muito com o psicológico de sua personagem principal, como tudo é visto pela sua ótica, ela é uma narradora que não podemos confiar, e durante a leitura sentimos que ela está bastante perturbada e em muitos momentos sem saber o que fazer, momentos de desespero.
Os personagens não são bem desenvolvidos, acredito que foi um artifício que o autor usou para criar sua atmosfera sombria e cheia de mistérios, até sobre a própria protagonista que não ficamos sabendo do seu passado. Acredito que o livro me agradaria mais se ficássemos sabendo mais, pelo menos da protagonista. Não posso falar muito dos outros personagens por ser uma estória curta e até porque perderia seu mistério criado.

Um livro bem escrito com elementos de terror na medida razoável, porém com um final previsível. Leitura recomendada, mas sem muitas expectativas, bom livro.

Quote:
“...-num velho banco de pedra existente diante de um lago, e, naquela posição, mesmo sem erguer os olhos, comecei a sentir a presença, a distância, de uma terceira pessoa. As velhas árvores, os arbustos espessos formavam uma grande e agradável sombra, mas estava tudo mergulhado no tranquilo e cálido resplendor da hora.” Pág.: 178


Nota do Filme:

Assisti esta adaptação da BBC de 2009, ela não é fiel ao livro, mas gostei muito de como o filme trabalhou a protagonista, que neste caso foi melhor desenvolvida. Alguns mistérios foram adicionados e personagens também. Para mim é uma adaptação que respeita a obra. Ainda quero a assistir a mais antiga de 1961, intitulada de “The Innocents” que você encontra legendada e completa no youtube.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Resenha: O Vampiro Lestat, Anne Rice - As Crônicas Vampirescas #2

Lestat esta de volta e ainda mais sedento, porém neste livro acompanhamos sua trajetória desde antes de se tornar vampiro, digamos que um Lestat mais humano, será?

Sinopse: O romance acompanha o vampiro através dos séculos, sua infância aristocrática, seu desbunde como ator no mundo cênico de Paris, sua transformação em estrela de rock, que enfeitiça milhares de fãs. O leitor conhecerá um charmoso e inquietante Lestat, em busca de um significado para sua existência, que o levará a seus ancestrais e ao elo perdido dos bebedores de sangue. (Fonte Skoob)

A autora tem realmente o dom para criar personagens fascinantes e estórias intrigantes. Quando li “Entrevista com o Vampiro”(Resenha AQUI ), lembro que a leitura foi bastante fluida e bem contagiante. Neste segundo livro, não posso falar o mesmo, mas vamos por partes.
A narrativa da Rice é bem rica e de início fluiu, porém a partir da página 100 ficou bastante entediante para mim, várias vezes desistia e dormia tentando lê-lo e fiquei intrigada do porquê disso se eu tinha gostado muito do primeiro livro. Na verdade quem mudou foi eu, realmente não suporto mais livros com estórias de vampiros, acho que para mim já deu o que tinha de dar. Confesso que muitas partes do livro foram bem envolvente e tive alguns “medinhos” lendo certas cenas que me assombraram e até aterrorizaram.

Como toda estória de vampiro, há bastante referências sombrias como satã, trevas e toda horda do mal e nesse ponto o livro me incomodou bastante, foi uma leitura que não consegui ser imparcial nesta questão, não conseguindo colocar de lado minha religiosidade e crenças. Devo dizer que na minha opinião, o livro me feriu como religiosa, talvez tenha sido a intenção da autora em provocar, que se foi, realmente surtiu efeito sobre mim e abandonei esta série das Crônicas Vampirescas, parando no segundo livro. Lembrando que são questões pessoais minhas, não que o livro seja ruim.


Falando sobre o enredo, que é muito rico e com muitas estórias e detalhes que fazem muito sentido para quem leu o primeiro livro. Neste segundo volume Anne Rice nos revela estórias dos vampiros mais poderosos, destrinchando seus personagens bem marcantes e inigualáveis.
Lestat é e continua sendo o melhor personagem de vampiro já escrito, ganhando até do Drácula a meu ver. Ele está mais sarcástico e como não poderia deixar de ser mais terrível. Acompanhar todo seu processo de se tornar vampiro é realmente envolvente e muito bem desenvolvido. O que gostei muito de ler foi a relação que Lestat tem com sua mãe e como este vínculo influenciou este personagem e várias decisões e seu comportamento.
Gostei de saber das origens de Armand, mas sinceramente achei ele um personagem ultra chato e suas lamurias numa determinada cena entre ele e Lestat foi de uma leitura arrastada e muito entendiante.

Lestat continua a surpreender e apaixonar, só que mais impiedoso, debochado e terrível, livro de qualidade para quem gosta do gênero, e muito bem escrito.

Quote:
“Vindo de todos os contos que li na infância, das velhas fábulas, o nome me ocorreu como algo submerso que se arremessava para a superfície de água escura, irrompendo livre na luz.
-Vampiro! - soltei um último grito desvairado, empurrando a criatura com toda minha força.”
Pág.: 75

domingo, 10 de julho de 2016

TAG dos 50% - Danielly

Ola!!
Vou responder uma TAG que a maioria dos booktubers já responderam ao longo de junho/julho. Nesta TAG falamos como foi até agora as nossas leituras deste ano de 2016. Se que quiser conhecer mais, aqui vão está os links dos vídeos da TAG original e de quem traduziu para nós foi o Victor do Geek Freak:

TAG Original: Clique AQUI
TAG traduzida: Clique AQUI

Vamos à TAG:

1. O melhor livro que você leu até agora, em 2016.
"Eu sou a Lenda", Richard Matherson. Livro de ficção que realmente me prendi a cada capítulo!!!
Resenha AQUI no blog


2. A melhor continuação que você leu até agora, em 2016.
"O Visconde que me Amava", Julia Quinn. Livro dois da série "Os Bridgertons", leitura maravilhosa com protagonistas sensacionais!!!


3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito.
"No seu Olhar", Nicholas Sparks. Nem preciso falar que Sparks é meu autor favorito da vida!!!!!


4. O livro mais aguardado do segundo semestre.
"Pecados no Inverno", Lisa Kleypas. Autora que gosto muito em romances de época, esse é o terceiro livro da série "As quatro estações do amor"


5. O livro que mais te decepcionou esse ano.
"Todo Seu", Sylvia Day. Não tenho palavras pra descrever a decepção que foi este livro, achei uma falta de respeito com o leitor e fã da autora, ela deveria ter parado no terceiro livro, mas como tudo que é ruim tende a tornar-se pior ela lança está porcaria de quinto livro!!!!!


6. O livro que mais te surpreendeu esse ano.
"Incidente em Antares", Érico Veríssimo. Livro nacional bem escrito que além de falar de parte da história do Brasil ainda conta com o realismo fantástico, recomendo muito a leitura. Resenha no blog AQUI



7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).
Nesta categoria vou roubar um pouco e colocar duas autoras que conheci recentemente, porém elas são de séculos passados, e seus livros são lidos e relidos atualmente, e me cativaram completamente:
"Anne Brönte e Elizabeth Gaskell"

Anne Brönte
Elizabeth Gaskell

8. A sua quedinha por personagem fictício mais recente.
"Mr. Thornton", um dos protagonistas do romance Norte & Sul, Elizabeth Gaskell. Na verdade é uma queda de abismo que tenho por este personagem!!!! (rsrsrsrsrsrs)


9. Seu personagem favorito mais recente.
Como neste ano tive muitos favoritos, vou escolher uma personagem do livro que acabei de ler recentemente:
Lady Morgan Bedwyn - Ligeiramente Seduzidos, Mary Balogh ( série que esta virando favorita da vida e que a cada livro fica cada vez melhor!!!)


10. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre.
"Noites de Tormenta", Nicholas Sparks (Para mim já é de praxe, livro do Sparks é sinônimo de choro durante a leitura)


11. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre.
"O visconde que me Amava", Julia Quinn (Aquele livro que você termina com um sorriso bobo no rosto e com desejo de quero mais!!!)


12. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2016.
Não assisti muitas adaptações este ano, mas a última que assisti foi "A Escolha", Nicholas Sparks. Que o livro foi maravilhoso e a adaptação foi bem feita.


13. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).
Acredito que seja uma resenha que eu tenha feito, então, "Agnes Grey" foi uma resenha que gostei muito. Resenha no blog AQUI


14. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.
"Norte & Sul", Elizabeth Gaskell edição da Pedrazuleditora. Quando este livro chegou aqui em casa, babei muito por esta capa!!!!


15. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?
Este ano estou em dois desafios: Desafio Livrada e Maratona Literária de Terror, se quiser conhecer estes meus projetos visite a Fanpage do blog onde sempre atualizo quando leio algum livro desses desafios e conhecer o desafio e maratona em si. Além de vários livros encalhados na minha estante e clássicos que sempre quis ler. Como sempre é uma fila infinita de livros para ler todos os anos!!!
Fanpage do blog AQUI

terça-feira, 5 de julho de 2016

Leitura & Opinião: Albertine - As Crônicas Ridell Vol. I, Décio Gomes

Sinopse:"Jeremy e Albertine cresceram juntos, e com eles cresceu também o amor. Em sua idade adulta, após uma série de infortúnios que fortaleceram ainda mais o amor do casal, são obrigados a mudar-se para a Mansão Ridell, única herança do jovem Jeremy após o falecimento de seu pai, tirano e ausente, que escondia do único filho a existência do que lhe era de direito. Chegando à mansão - uma construção antiga há duas décadas abandonada no coração de uma floresta -, junto de sua amada Albertine e também de Rosa, a fiel governanta, Jeremy passa a conhecer os segredos obscuros de sua família. Logo os motivos do abandono da mansão tornam-se claros: a escuridão e o horror habitavam a grande casa, e estavam dispostos a destruir não só o amor do casal, mas também a tirar a vida da jovem e inocente Albertine." Fonte: Site do autor

O autor te apresenta essa atmosfera sombria e clássica que envolve logo nos primeiros capítulos. O romance não é datado, porém ao ler você identifica que seja do século 19 e o ambiente assemelha-se a Londres.
                Narrativa bem fluida que instiga à querer saber mais sobre os mistérios da família Ridell. São fortes as influências do autor em livros de terror, dentre eles H. P. Lovecraft.
A estória é um romance/terror, então como sou uma das pessoas mais medrosas do mundo, senti arrepios durante o livro em cenas bem descritas, cheias de tensão e elementos sobrenaturais.
Também temos o romance da estória, do casal que se conhece há muito tempo e a medida que crescem seu relacionamento vai se tornando mais intenso. O relacionamento do Pai com seu filho Jeremy, o qual nunca deu a devida atenção ao filho, que tem um peso bem forte na personalidade do protagonista e que devido à um acontecimento desencadeia o cerne da estória.
                A Trama conta com um casal principal: Albertine e Jeremy que estão no centro da estória. Albertine é aquela mocinha do séc. 19; prendada, educada e submissa, porém ela tem suas peculiaridades como inteligência, curiosidade e muita coragem. Albertine é minha favorita, me vi com o “coração na mão” para que ela se salva-se de situações bem bizarras e apavorantes.
Minha relação com Jeremy é de amor e ódio. No início eu simpatizava muito com o personagem, porém acontecem algumas mudanças nele, no decorrer da leitura, que me fez desgostar dele. É claro que temos coadjuvantes bem importantes como a misteriosa e doce governanta Rosa e o sábio Padre Jullian, coadjuvantes que em algumas capítulos roubam a cena. A mansão vira um personagem aos poucos, vai ganhando sua importância ao longo da estória, sendo uma presença constante e forte, adquirindo personalidade.

                Um livro que conquista o leitor aos poucos, a cada capítulo, envolvendo-o numa trama instigante com muito terror que te dar medo e vários mistérios. O final do livro está em aberto, pois o autor fez a continuação que em breve irá ter uma reimpressa.

Quote
"Atrás daquele velho portão, ao fim de uma trilha de pedra escura, avistou o que viera procurar. A mansão estava lá, imponente, bela e intocada pelo dedo impiedoso do tempo." Pág.: 44 

Observações:
A continuação de Albertine, será reimpressa, mas está disponível em e-book: 'Minueto" AQUI
O Autor está relançando "Albertine" em edição de luxo.
Conheça mais sobre o autor no seu site: Décio Gomes

segunda-feira, 28 de março de 2016

Resenha: Incidente em Antares, Érico Veríssimo


Uma cidadezinha cheia de maquinações políticas, bandidagem, “jeitinho brasileiro” e muita hipocrisia.
Sinopse:
Em dezembro de 1963, uma sexta-feira 13, a matriarca Quitéria Campolargo arregala os olhos em sua tumba, imaginando estar frente a frente com o Criador. Mas logo descobre que está do lado de fora do cemitério da cidade de Antares, junto com outros seis cadáveres, mortos-vivos como ela, todos insepultos.

Uma greve geral na cidade, à qual até os coveiros aderiram, impede o enterro dos mortos. Que fazer? Os distintos defuntos, já em putrefação, resolvem reivindicar o direito de serem enterrados - do contrário, ameaçam assombrar a cidade. Seguem pelas ruas e casas, descobrindo vilanias e denunciando mazelas. O mau cheiro exalado por seus corpos espelha a podridão moral que ronda a cidade.

Em Incidente em Antares, Erico Verissimo faz uma sátira política contundente e hilariante que, mesmo lançada em 1971, em plena ditadura militar, não teve receio de abordar temas como tortura, corrupção e mandonismo. (Fonte: Skoob)


A primeira parte do livro temos uma verdadeira aula de história do Brasil, principalmente sobre a Era Vargas. Confesso que foi uma leitura arrastada e maçante para mim. Porém esta primeira parte do livro é muito explicativa e formação de personagens muito importantes como as duas famílias “donas” da cidade: Os Campolargos e Os Vacarianos. Acompanhamos toda a guerra destas duas famílias que dominam toda Antares, certas partes são violentas e difícil de digerir. Guerras que aconteceram no Brasil são relatas historicamente com personagens reais e outros fictícios que formam a estória.

A narrativa de Veríssimo é direta, com detalhes e algumas vezes cômica. A segunda parte do livro apresenta o “Incidente em Antares”, e o autor usa o realismo fantástico para desenvolver o problema levantando os mortos e transformando-os em zumbis brasileiros. Essa parte do livro foi a que mais gostei, fluiu muito bem e dei muitas gargalhadas com as situações cômicas destes personagens. Nesta segunda parte temos alguns dramas também, estórias de pessoas bem sofridas que não é diferente da realidade de muitas pessoas da sociedade brasileira, principalmente a classe baixa de trabalhadores, o autor expõe os problemas como crítica social para que o leitor reflita sobre muitos problemas sociais que não estão distante de nossa realidade.

Cada personagem tem sua importância, o patriarca dos Vacarianos o Coronel Tibério, que com sua arrogância e poder manda e desmanda em tudo e todos, querendo ser modelo de postura e sendo um hipócrita, déspota cretino que ganhou meu desprezo e ódio durante toda a leitura. O Zózimo Campolargo não tinha muita força como personagem, porém sua esposa Quitéria ganhou grande destaque na trama, mesmo sendo meio vilã D. Quitéria é uma mulher forte, decidida e que me conquistou durante a narrativa.
Temos muitos personagens importantes, que dão seu alívio cômico como Cícero Branco, Barcelona, Erotildes e Pudim de Cachaça. Outros personagens são mais dramáticos e suas condições e situações levam os leitores à reflexão como Padre Pedro Paulo, João Paz, Valentina e o Maestro Menandro Olinda. Todos são personagens bem construídos e que suas participações não são coadjuvantes, sendo todos principais.

Portanto recomendo a leitura deste livro brasileiro muito importante e muito bem escrito e desenvolvido, que mesmo não ter tido ritmo de início para mim, foi muito gratificante continuar a leitura e ter ficado satisfeita com a estória toda.

Quote
“Baixei a cabeça, olhei para a minha própria sombra, com uma súbita vergonha de pertencer à espécie humana.” Pág.: 300

sexta-feira, 25 de março de 2016

Momento Romance de Banca #32: Noiva Impossível, Leanne Banks

Sinopse:
Jenna Jean Anderson não achava que Stan Michaels era para casar. Eles se conheceram na época em que Stan era o capeta da cidade, e ela, a menina levada. Mas isso não a impediu de notar, anos depois, o sorriso malicioso ou o brilho sedutor em seus olhos… E agora que Jenna é uma mulher madura e linda, Stan não consegue tirá-la da cabeça. Ele sabe que não está mais lidando com uma princesinha de cidade pequena, porque apenas uma rainha teria o poder de fazer um homem como ele se ajoelhar!(Fonte Skoob)

Eu já sou fã desta autora já li outros livros da Leanne Banks, e gosto muito como ela constroe os personagens, romance e trama. Esse livro é o terceiro de uma trilogia que em cada livro conta a estória de uma delas. Neste último foi a estória da Jenna Jean, particularmente minha favorita. A protagonista é forte, decidida de caráter implacável e ao mesmo tempo sensível, carinhosa e com muitas incertezas que não deixa transparecer desta couraça que ela veste todos os dias, para se proteger e não se magoar. Ela reencontra Stan, amigo/pentelho de infância, e se surpreende no homem lindo, sexy, envolvente e honesto em que ele se tornou.

A trama é bem desenvolvida, sem pressa com os protagonistas se conhecendo melhor e os medos de Jenna aflorando para não embarcar numa aventura romântica tão intensa que ela prevê fracasso, porém Stan é insistente e será muito difícil para ela resistir. O romance é sem pretensões, com personagens que realmente cativam e que me fez identificar com a protagonista. A química entre os personagens principais é incrível, a autora realmente te convence com este casal, que não é meloso, porém intenso e de temperamento muito forte.
A narrativa é fluída e uma leitura deliciosa que prende o leitor até o final.
Recomendado para amantes dessas estórias rápidas, porém muito intensas!!

Quote:

“Ela estava com medo de acreditar, mas a cada beijo carinhoso, a cada carícia fervorosa, a cada olhar penetrante, ele lhe envolvia o coração, e seus braços fortes lhe envolviam o corpo.” Pág.: 199

sexta-feira, 4 de março de 2016

Momento Romance de Banca #31: Noiva de Inesperada, Leanne Banks


E se tudo pudesse ficar ainda pior? Essa pergunta seria respondida com afirmação para Maddie Palmer, pois estando grávida, presa no transito e entrando em trabalho de parto é tudo que uma mulher não quer.

Esse romance é continuação de uma série de três amigas, a primeira foi em Noiva de Momento que conta a estória da Emily (resenha aqui), e agora a autora Leanne Banks nos conta sobre esta personagem que não se deu tão bem na vida quanto esperava.
Maddie é uma jovem que até então se contentava com o pouco que seu namorado lhe dava de atenção, com idas e vindas onde Maddie morava, ele não ficava muito tempo, pois tinha sua banda e adorava viver sua paixão pela música, restando a nossa protagonista, promessas e sonhos sem nenhuma realidade. Estando grávida ela decide tomar as rédeas de sua vida e não mais se conformar com essas migalhas, pelo seu filho faria todo o possível para ter uma vida melhor. Durante seu trabalho de parto ela conhece Joshua um homem um pouco mais velho que a ajuda levando-a ao hospital e num ato de gratidão Maddie decide fazer jantar para Joshua e seu filho adolescente agradecendo por tudo. Porém nesses encontros o casal se conhece melhor e começam um jogo de sedução, mas também com muita ternura e amor.

A narrativa da autora Leanne Banks é muito fluida e suas estórias são sempre bem escritas e desenvolvidas. O romance traz a importância das pequenas coisas, também da estória de amizade dessas três garotas que apesar de muito tempo não deixaram seus laços de amor e ternura esmorecer. Maddie uma personagem que sofreu algumas decepções até perceber que merecia algo melhor e ser feliz, e que a felicidade muitas vezes não precisa de grandes feitos ou muito dinheiro, mas sim quando você se encontra satisfeito e vivendo um dia de cada vez. Joshua é um homem com algumas perdas na vida, o que o faz ser muitas vezes duro e intolerante, tem um filho adolescente que seria um pesadelo para muitos pais, mas seu filho é um amor de pessoa que só quer ver seu pai feliz. Entre Joshua e Maddie surge um amor maduro e bonito que precisa resistir ao passado triste e cheia de marcas destes dois protagonistas.

Um romance cheio de ternura, com situações engraçadas e como o amor também pode ser simples e complicado ao mesmo tempo. Leitura recomendada.

Quote:
“Resignada ao inevitável, ela ergueu-se na ponta dos pés, tocou o queixo teimoso dele com a ponta dos dedos e deu um beijo firme na boca de Joshua Blackwell.” Pág.: 41

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Resenha: Agnes Grey, Anne Brontë


Um romance do século 19, em que o principal não é o casal romântico, mas sim a formação de caráter dos personagens e como isso interfere na sociedade e relacionamento entre eles.

A Agnes, a protagonista e narradora da estória, vem de uma família bem pobre. Ela tem uma irmã mais velha: Mary, seu pai é o Pároco da região e sua mãe era uma moça muito educada e de família rica que foi deserdada por se casar com um homem pobre. Por esta família passar por uma determinada situação em que seu pai acaba muito pobre e doente, as filhas com a mãe tentam economizar ao máximo para sobreviver e a Agnes decide ser preceptora. A mãe e Mary não querem isso para a filha mais nova, porém de tanto insistir e por necessidades financeiras ela consegue uma colocação em uma cidade distante em uma família de posses. Chegando lá seu primeiro pesar é a separação da família, Agnes sempre teve o carinho, apoio e afeto de seus parentes e em sua primeira vez distante não foi fácil para ela. Mas isso não foi nada comparado ao desafio de instruir crianças mimadas, arrogantes, egoístas e mal educadas que ela encontra nessa casa para corrigi-las.

A narrativa da Anne Brontë, é muito fluida e muito agradável de ler, ora ela narra fatos bem difíceis e com certa frieza, em outros ela narra com muita delicadeza e sensibilidade. A autora nos conta a estória pelo olhar da protagonista, sem ser prolixa, mas sim muito objetiva e instigando o leitor a cada capítulo. Em alguns artigos descobri que este livro pode ser, em partes, autobiográfico da própria autora que por algum tempo também cuidou da educação de crianças de pais ricos para ajudar no sustento da casa.
A heroína da estória é muito cativante, embora jovem e sem experiência, Agnes consegue ter um caráter impecável e tomar boas decisões. Mesmo tendo que educar crianças que não mudam e aguentar arrogância de pais egoístas e prepotentes, Agnes não perde a esperança que acredito seja sentida por vários professores até hoje de que aquele aluno que dá trabalho possa mudar. Outros personagens são detestáveis, principalmente os pais destas crianças e até adolescentes que a Srtª Grey tenta educar, e até alguns clérigos muito hipócritas durante a leitura que são bem desagradáveis.

““E por que ele iria se interessar pelas minhas capacidades morais e intelectuais: que importância terá para ele o que eu penso ou sinto?” Perguntei a mim mesma. E meu coração palpitou em resposta a essa pergunta.” Pág.: 191

O livro também tem um romance, embora não seja o foco, mas formaram um casal muito fofo. Um livro surpreendente, sensível e que não deixa de refletir vários aspectos e pessoas de nossa sociedade atual. Romance de formação que recomendo para todas as idades, com muito a ensinar e sem dificuldades na linguagem tornando-o acessível a todos.

Quote:
“Paciência, firmeza e perseverança eram as minhas únicas armas; e eu estava decidida a usá-las ao máximo.” Pág.: 55