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sexta-feira, 16 de março de 2018

Resenha: Arranhando as Paredes, Alice Clayton - Livro 2


Sinopse: Caroline Reynolds e Simon Parker estão de volta, e não mais separados por uma fina parede... Ao contrário, agora seguem mais juntos, felizes e pelados do que nunca! A Garota do Baby-Doll Cor-de-Rosa e o Trepador de Paredes começam o relacionamento aprendendo a lidar com o trabalho de Simon, que inclui viagens inesquecíveis nas férias de Caroline, mas também longos dias de distância e saudades. As dificuldades, entretanto, não melhoram quando o casal finalmente consegue mais tempo para ficar junto. O medo da monotonia de um relacionamento convencional apavora os dois e acaba transformando o namoro em uma montanha-russa de emoções, com direito a muitas reviravoltas. Enquanto lutam contra a “regra” de que os relacionamentos com o tempo acabam em marasmo, os dois comprovam o maior clichê dos casais: o sexo depois de fazer as pazes é mesmo inacreditavelmente delicioso. Em meio a tudo isso, eles tentam equilibrar as demandas do trabalho, os orgasmos de Caroline, o passado de Simon, a casa de Jillian, as brigas de Sophia e Neil e as tentativas de fuga do gato, Clive. Um pacote de histórias, risadas, tensão e tesão que Alice Clayton preparou especialmente para os leitores que ficaram apaixonados por Subindo pelas Paredes. Fonte Skoob 


Voltar a acompanhar este casal querido, gerou certas expectativas que infelizmente não foram atendidas. Como o primeiro livro foi ótimo e tornou-se um de meus favoritos com direito a trilha sonora (Resenha AQUI e Playlist AQUI), esperava mais desta continuação. Apesar que a narrativa continua muito envolvente e bem cômica, foi bom dar gargalhadas com Caroline e sua imaginação fértil.

A autora coloca várias referências, muito relevantes para seus diálogos e situações hilárias. Estas referências vão desde músicas(de muito bom gosto, vale ressaltar) até filmes, atores do mundo pop que enriquece a área cômica da estória.


Caroline continua seu relacionamento com Simon, porém algumas mudanças acontecem e o casal fica numa corda bamba de emoções. A protagonista não consegue lidar com algumas tensões e fica muito cheia de “mimimi”, o que irrita bastante, e já que conhecemos sua personalidade no livro anterior, tornando-se uma criança fazendo birra. Não obstante, Simon já começa a se fechar, por causa de seu passado que volta com tudo para desestruturá-lo. O relacionamento dos dois fica mudo, eles não falam um com o outro o que esta afligindo-os, tentam resolver com sexo, que neste livro há muitas cenas sensuais e bem explícitas, mas como todo mundo sabe não resolve a situação.


Os amigos de Simon e Caroline estão bem presentes nesta sequência e temos um casal problemático que faz com que o leitor queira saber como isso vai se resolver. Eu como leitora fui bem instigada para saber como esse casal iria ter sua finalização.


O ponto que achei bem importante na trama foi o amadurecimento de Caroline, quando ela para de fazer birra e age como adulta. Simon, do jeito dele, também amadurece e como todos já sabemos uma boa conversa e expressar o que você realmente está sentindo pode resolver os problemas de um casal que se ama.



Para quem se apaixonou por Simon e Caroline, o livro vale muito a pena ser lido, mas se você não morre de amores por este casal & Cia, então é um livro desnecessário. Em sua própria nota, a autora afirma que foi um livro escrito para os fãs do primeiro livro e concordo com ela.



Quote:

Quando você tem um relacionamento a distância, é claro que aproveita ao máximo o tempo com o outro. Mas, às vezes, é o inesperado que faz a diferença. As emoções imprevisíveis que te tomam quando você vê aquele rosto, olha naqueles olhos, sente aqueles lábios. Esse lembrete inesperado do motivo por que você se apaixonou por aquela pessoa pode ser arrebatador. E eu fui arrebatada.” Pág.: 104

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Devoção na Literatura #01 - Deus Está Aqui, Max Lucado

 Coluna estreante no blog para falar de Deus na literatura. Como é sabido sou evangélica e gosto muito de ler livros evangélicos. Esse meu apresso por literatura evangélica alimenta meu espírito e alegra minha alma, então resolvi criar esta coluna para compartilhar com os leitores sobre minha fé e falar um pouco do Deus maravilhoso que sirvo. Como não gosto de falar ou debater sobre doutrinas de igrejas, procuro ler livros que se mantenham com bases bíblicas e não costumes e doutrinas referentes a congregações.
Portanto se você se interessa ou quer conhecer antes de ler sobre esse tipo de literatura, recomendo a leitura deste post, bem pessoal, porém livre de preconceitos e com muito respeito.

Não é novidade o quanto gosto do autor Max Lucado, sempre reflito muito sobre seus pontos de vistas e medito em suas explicações e referências bíblicas.
Deus Está Aqui” fala diretamente com as pessoas normais que enfrentam problemas bem atuais de nosso cotidiano. A Bíblia, sempre como referência, o autor propõe reflexões sobre o modo que você está vivendo e te anima para não desistir desta difícil caminhada cristã que é servir a Deus.

Cristo mesmo 100% Deus, veio ao mundo também 100% homem, sofreu tudo que passamos e não desistiu de nos salvar. Difícil é entender a complexidade de que um Deus que foi bebê e recebeu a proteção de uma simples mulher: Maria, que ainda jovem foi escolhida para ser mãe do Salvador do mundo. Como compreender tal acontecimento? Como entender esse amor? Confesso que é bem complicado assimilar, quanto mais explicar, mas com muita leitura, oração e fé entendo seu sacrifício por mim e o quanto tenho que mudar e melhorar para agradecer este tão grande e perfeito amor.

Descansem, pés pequeninos. Descansem hoje para que amanhã possam caminhar poderosamente. Descansem. Pois milhões seguirão seus passos.” Pág.: 37 Capítulo: A oração de Maria

É certo que com o passar dos anos nos acostumamos a muitas coisas, a achar normais coisas incríveis e com isso enfraquecer a fé e adormecer o amor, quando as maravilhas de Deus está no sorriso de uma criança, no quebrar das ondas do mar, no nascer e se pôr do sol e no brilhante luar de uma noite. Esperamos tanto, quando as maravilhas estão aí bem em nossa frente, basta enxergar.

Nosso problema não é tanto o fato de Deus não nos dar o que esperamos, mas sim de não sabermos a coisa certa pela qual esperar. (Talvez você queira ler essa frase novamente.)” Pág.: 84

Em certos momentos da vida nos avaliamos. Eu faço muito isso e creio que muita gente também. Não com a mesma frequência, porém a consciência sempre tem o momento de falar mais alto. Sendo perfeccionista nunca estou satisfeita comigo, penso que se eu fosse Deus já teria desistido de mim. E é aí que está a beleza deste Ser Incrível, porque Ele não sou eu, mas me entende porque também foi humano por amor a mim e a todos. Embora rememoramos mágoas e erros do passado, Deus os esquece, basta pedi perdão verdadeiramente e se perdoar para alcançar esta graça. Deus sempre está aqui para nós, não importa o que você fez, para Ele importa o que você é e o quanto está disposto a fazer para arrepender-se do mal feito e sua vontade de ser mudado, transformado para seguir esse Deus tão presente e que muitas vezes não enxergamos.

Deus não apenas perdoa, Ele esquece. Apaga a lousa. Destrói as provas. Queima o filme. Formata o computador.” Pág.: 93

Houvesse Jesus as ignorado, quem teria notado? Numa cultura em que as mulheres estavam apenas um grau ou dois acima dos animais de fazenda, ninguém se importaria caso ele tivesse passado silenciosamente pelo funeral ou fechado os olhos e voltado a dormir junto ao poço ou ignorado o puxão em seu manto. Afinal de contas, eram apena mulheres! Esgotadas, enrugadas, exaustas.
Mulheres do inverno.” Pág.: 58

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Como não amar... Neil Gaiman #01

O que Stardust, O Oceano no Fim do Caminho, Sandman, Coraline, O Livro do Cemitério, A Bela e a Adormecida tem em comum?


A resposta é fácil e nem precisamos pensar muito para descobrir! Essas obras e tantas outras são exímias representantes do talento de ninguém mais ninguém menos do que Neil Gaiman.

Como não amar este escritor, quadrinista, roteirista e romancista que há anos expressa suas ideias mirabolantes e fantasiosas por meio de personagens únicos, cativantes, apavorantes e até mesmo repulsivos!

Seja através de uma misteriosa jornada na captura de uma Stardust caída para provar a força de um amor, seja em um Oceano que resgata lembranças de uma infância esquecida, ou nos apavorantes dias vividos por Coraline longe de seus verdadeiros pais. Seja na busca de Ninguém Owens por si mesmo, suas origens e seu caminho ou na luta de uma Bela que não precisa de principe nenhum para salvar a Adormecida amamos o fato que, de fato, Gaiman nos leva a adorar ou odiar suas criações com maestria!

Seus mundos por mais ficcionais que possam ser, abrigam enredos e elementos de fácil identificação, afinal o medo, amor, dúvida, amizade, ilusão, coragem, esperança e família são frequentes na história de vida de todos e qualquer um! Fazendo com que a escrita de Neil seja reconhecida e apreciada por um público diverso, superando até mesmo as barreiras da idade. Suas criações exercem grande influência na cultura contemporânea justamente por propor por entre a ficção e a fantasia histórias que caracterizam os sentimentos mais humanos.

Digo que não me deterei aqui a resenhar suas obras por mim já lidas, em parte por falta de talento em expressar tudo o que senti ao mergulhar em seus universos, e em parte por esperar que essas poucas palavras de uma recém apaixonada por Gaiman façam com que você leitor busque sentir e experimentar por conta própria para então decidir se você também se unirá ao time de apreciadores de Gaiman.


terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Momento Romance de Banca #34: Chantagem & Segredo, Carole Mortimer e Lynne Graham

Neste livro encontramos dois romances curtos de autoras diferentes.
Doce Chantagem, Carole Mortimer
A estória se passa depois da separação do casal de apaixonados e casados, Kenzie e Dominick, ele um homem poderoso cheio de dinheiro e sucesso querendo sua vingança porque não aceita o simples fato da mulher que ama o abandonar. Outro agravante também é que ele acredita piamente que ela tem um caso com um homem mais velho e que é dono de uma empresa que está crescendo no mercado. Quando vamos para a narrativa da Kenzie, nós vemos que ela não é a megera, traidora e indomável que seu marido afirma. Nossa protagonista é bem gentil, pacífica, amorosa, porém não aguenta infelicidade e desconfiança, atitudes de Dominick que a fizeram partir.

Essa é uma releitura, sim eu não vi que eu já tinha lido este livro, estava lá no meu skoob e quando percebi que estava lendo novamente já estava finalizando o livro. No entanto, eu nunca tinha escrito uma opinião minha sobre estes dois romances aqui no blog.
A narrativa é bem fluida e o leitor não tem dificuldade nenhuma com a leitura, porém a visão é totalmente machista e incomoda o fato do protagonista ser tão ciumento e se achar o dono da verdade que ele não consegue enxergar um palmo na sua frente. As coisas que ele fala e faz com a Kenzie são muito cruéis, foi uma leitura que não apreciei tanto quanto na minha primeira leitura, que em vez de 4 estrelas rebaixei a duas. É claro que sei que já é de praxe o machismo imperar nestes romances de banca, porém quando ele é bem escrito, bem desenvolvido, e o leitor acompanha a atenuação deste machismo, fica uma leitura agradável. Mas infelizmente não acontece esse amadurecimento e tem algumas tentativas de mudar, mas com um final tão corrido e abrupto o leitor não consegue aproveitar o protagonista nesta forma mais positiva.
No mais, não indico a leitura, visto que ela não é agradável e não foi uma leitura de entretenimento.

Segredos do Coração, Lynne Graham
Aqui temos o clichê mais famoso dos romances de banca que é a mocinha pobre e seu par romântico milionário e poderoso. O Leandro Carrera tem um título de Duque que herdou de sua família e também é dono de banco. Em contrapartida temos Molly uma garçonete, órfã, e sua origem é misteriosa porque foi abandonada pela sua avó. Numa noite de paixão, Molly acaba grávida e a solução de Leandro é que eles se casem, porque ele precisa de um herdeiro e ameaça a mocinha de que pode tirar a guarda deste filho que ainda nem nasceu.

Bem, temos toda essa problemática porque eles mal se conhecem, e vão se casar, ela acaba cedendo porque cresceu sem família e não quer isso pra seu filho, o Leandro tem problemas sérios de relacionamento, ainda mais porque é viúvo e sua falecida esposa teve uma morte trágica e escondia um segredo. Essa estória tem várias reviravoltas e isso instiga o leitor a continuar a leitura para saber como se dará este desfecho. Mas por ser um romance curto, a solução veio muito rápido, então tudo que a autora poderia aproveitar fica em suspenso e com uma solução mágica. A autora tem uma escrita muito cativante porque sabe conduzir uma estória, eu já li outros livros desta que foram bem desenvolvidos, porém esse parece que ela não teve o tempo necessário para o desenvolvimento e o final que poderiam ter sido bem melhores.

Portanto, foram duas leituras que não tiveram sucesso para mim, não foram entretenimento e nem me cativaram, e me renderam pontos de interrogações.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Resenha: O mundo de Megan, Sherryl Woods


Sinopse:
O amado avô de Megan O'Rourke sempre desejara que ela deixasse Nova York e voltasse para o rancho em Whinspering Wind,no Estado do Wyoming,onde ele a criara.E quando Megan regressou para o funeral do avô,descobriu que ele lhe deixara um testamento impossível de recusar.Sua "herança" era a filha dele,Tess.Na verdade,um verdadeiro duendezinho de oito anos que só criava encrencas que Meganjamais desconfiaria que existissem.
Jake Landres também voltou para Whispering Wind,o lar de sua infância e juventude.Depois de deixar a cidade,anos atrás,sob uma densa nuvem de suspeitas,ele regressa para criar raízes.E quando se viu frente a frente com a mulher que participara de seu tumultuoso passado,mal reconheceu Megan.Ela se tornara um aempresária de sucesso,esquecendo-se do que era realmente importante.
Jake sabia que Megan teria de tomar algumas importantes decisões a rspetio da vida e do amor,a respeito de qual era seu verdadeiro lar.e Jake estava disposto a ajudá-la com o maior prazer,porque reencontrara antigas emoções,e alguns antigos sonhos estavam começando a se renovar.E o melhor deles era com Megan
. Fonte: Skoob
 

A maioria dos livros da Sherryl são de banca, a editora Harlequin é quem os publica, mas este saiu no formato brochura pela Editora Best Seller. Já é sabido que esta autora se tornou uma de minhas “queridinha” dos romances, com sua narrativa muito envolvente e bastante fluida ela realmente cativa o leitor deste tipo de gênero.

O mais interessante em suas estórias é o modo como ela vai introduzindo o leitor aos poucos para que familiarizar-se ao seu cenário e personagens.


Nesta estória temos um casal de protagonistas que se amavam na adolescência, porém se odeiam hoje como adultos. É obvio que alguns segredos e mentiras separaram nosso casal, e esta distância entre eles esfriou o amor que sentiam um pelo outro, mas não acabou.


Megan virou uma empresária bem-sucedida, saiu de sua cidadezinha, onde vivia numa fazenda com o avô (que praticamente ele era o dono da cidade). Uma notícia faz Megan deixar tudo e correr para a fazenda. Daí começa uma jornada de autoconhecimento, perdão, aceitação e renascimento de um amor tão forte e verdadeiro que na realidade nunca morreu. A protagonista enfrenta seus tremores e aprende a lidar com sua nova situação cheia de surpresas e desafios.

Jake Landers, volta para a cidadezinha de Whispering Wind como um advogado brilhante, financeiramente poderoso e com uma certa arrogância. É certo que Jake foi muito maltratado pelas pessoas de sua terra natal quando criança. Acusado injustamente, ele volta para ter o respeito que sempre mereceu e poder se vingar de quem foi cruel com ele e sua mãe. Um convite inesperado o faz retornar para a fazenda do avô de Megan e com isso lembranças e um certo amor adormecido(que começa a despertar) volta a tona. Jake tem muitas dificuldades em se relacionar novamente com a cidade, mas determinado e sabendo o que quer ele aos poucos começa a sentir que está vivendo em paz e no seu lar.


O romance entre os protagonistas é lindo, sensual e bem sólido, pois eles já se conhecem há muito tempo e por alguns mal-entendidos foram separados. A autora constroe e desenvolve muito bem este relacionamento entre Jake e Megan, que de início dei muitas gargalhadas com as brigas e provocações.


Bem-humorado com tiradas sarcásticas e um amor fofo, algumas reviravoltas que deixam o livro bem empolgante, com um desfecho que deixou um pouco a desejar com a falta de um epílogo.



Quote:

Ela perdeu a respiração. Sentiu o mundo girar e agarrou-se no que estava mais perto, ou seja, em Jake, para se equilibrar.

Não deveria ser assim. Não depois daquele tempo todo. Não deveria haver tanto ardor, nem desejo.” Pág.: 84

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Opinião Sobre o Filme: As Sufragistas


Título: Suffragette
Ano 2015
Elenco: Carey Mulligan, Helena Bonham Carter, Meryl Streep, Romola Garai
Trilha Sonora: Alexandre Desplat
Direção: Sarah Gavron

Enredo:
No início do século XX, após décadas de manifestações pacíficas, as mulheres ainda não possuem o direito de voto no Reino Unido. Um grupo militante decide coordenar atos de insubordinação, quebrando vidraças e explodindo caixas de correio, para chamar a atenção dos políticos locais à causa. Maud Watts (Carey Mulligan), sem formação política, descobre o movimento e passa a cooperar com as novas feministas. Ela enfrenta grande pressão da polícia e dos familiares para voltar ao lar e se sujeitar à opressão masculina, mas decide que o combate pela igualdade de direitos merece alguns sacrifícios. Fonte: Adorocinema


O filme se passa na época em que as primeiras mulheres começaram a lutar pelos seus direitos, na Inglaterra, principalmente o direito ao voto. Em pequenas organizações e reuniões e fazendo seus protestos, elas começam a ter destaque na imprensa chamando a atenção do mundo.
É até chocante você acompanhar a trajetória das protagonistas, o quanto sofreram, as decisões e escolhas que foram obrigadas a tomar para sobreviver.
Esse filme retrata o grito de seres humanos, que cansaram de ser excluídas, humilhadas, abusadas, exploradas e que foram destituídas por esta sociedade patriarcal de serem cidadãs, de ter a dignidade de serem respeitadas como pessoas.
Durante a exibição fiquei na expectativa de algo maior acontecer, mas não acontece. Mas o filme não é ruim, ao contrário ele é muito bom, bem dirigido e bem interpretado. Sendo um filme muito real e importante para a história do feminismo.
Como mulher, sinceramente, não entendo esse “medo” do homem pelo feminismo, só queremos direitos iguais, nem mais, nem menos, igualitários.
O machismo que é frequente em todo o filme é muito opressivo e sufocante, e foi bem colocado e lembrando a época e o comportamento dos homens. Notamos também, que muitas vezes por medo e cegas pela ignorância, muitas mulheres agiram com machismo, ignorando, criticando o apelo das sufragistas.

As atuações estão impecáveis, embora eu acredito que mais falas e aparições da Meryl “Diva” Streep, teriam valorizado muito mais o filme.
A trilha sonora é bem-composta por Alexandre Desplat, nos momentos certos emocionando o telespectador, em outros fazendo-nos vibrar com pequenas vitórias das personagens.
O destaque maior fica para Maud Walts (Carrie Mulligan), seu personagem que de início não quer se envolver, por suas razões pessoais, mas com plena consciência do abuso que sofre diariamente e cansada de tudo. Certas coisas acontecem com ela e algumas situações complicadas, vemos Maud crescer na trama e abraçar a causa de todo coração sofrendo consequências devastadoras.
Uma cena que emociona demais, é desta mesma personagem com Maggie em que num momento de desespero e puro altruísmo, ela age de uma maneira amorosa e cativante que me deu uma esperança de que no fim do túnel tem uma luz.

Enfim, filme recomendado, mas assista sem muitas expectativas, porque é um filme que retrata uma parte de nossa história que custa acreditar que realmente aconteceu, pela falta de sensibilidade e humanidade do gênero masculino. Assista ao filme e reflita, que ainda falta uma longa jornada para nós mulheres.

Never Give Up!!”
Never Surrender!!!”
Assista ao Trailer:

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Resenha: Antes da Tempestade, Dinah Jefferies

Sinopse: "Para conhecer o amor verdadeiro é preciso ser arrasado por ele.” Rajputana, Índia, 1930. Desde a morte de seu marido, a jovem inglesa Eliza tem como única companhia sua câmera. Determinada a se firmar como fotógrafa profissional, ela acaba de aceitar um convite do governo britânico para se hospedar durante um ano no castelo da família real local. Sua missão: fotografar, para o acervo da Coroa inglesa, a vida no Estado principesco de Juraipore. Ao conhecer Jayant, irmão mais novo do marajá, Eliza embarca na aventura mais transformadora de sua vida. Acompanhada pelo príncipe rebelde e misterioso, ela conhecerá uma terra marcada por contrastes — com paisagens de beleza incomparável, cultura rica e vibrante e, ao mesmo tempo, a mais devastadora das misérias. Enquanto Eliza desperta Jayant para a pobreza que circunda o castelo, ele mostra a ela as injustiças do domínio britânico na Índia. Juntos, descobrem uma afinidade de alma e uma paixão arrebatadora. Mas a família real fará de tudo — até o impensável — para impedir a aproximação entre o nobre indiano e a viúva inglesa. Fonte: Skoob

É o segundo livro da autora que leio, e nada mudou na sua escrita, de início é um ritmo lento, mas depois a trama te envolve. É claro que a autora faz um trabalho de pesquisa até histórico para dar veracidade a sua estória. Neste livro(como no anterior) ela explora a Índia da década de 30 e a colonização da Inglaterra sobre a ela. Neste contexto ela traz uma personagem que quer ser independente e viver do seu trabalho, Eliza, que viúva tenta viver de sua fotografia.
As descrições das paisagens e sobre as fotos da protagonista são bem lindas e faz o leitor imaginar cada detalhe e nuance, diria que até sensorial.

Eliza é uma personagem que deveria ser interessante, porém seu desenvolver (ou não desenvolver) é um pouco decepcionante. Com muitos problemas, traumas familiares e amorosos, eu esperava mais do amadurecimento desta. Porém não vemos o crescimento da protagonista, tornando-a mimada e muito rancorosa, é certo que algumas decisões dela tinha que ser do jeito que foi, mas muitas outras deixaram a desejar visto que é uma mulher com seus quase 30 anos. Eliza nunca conseguiu superar a perda do pai, e fica inconformada e irredutível quando algumas verdades sobre seu “Pai Perfeito” vem a tona. Outra decepção foi o não desenvolver e trabalhar da relação de Eliza com sua mãe.
O Príncipe indiano, Jay, tem seus méritos, personagem envolvente, misterioso e encanta o leitor com sua visão real e sobrenatural da sua Índia. O relacionamento dele com Eliza é bom de acompanhar e seu romance bem crível, porque eles tem química e destinos interligados.
A mãe do marajá é uma personagem feminina muito interessante que tem seu destaque na trama, assim como Indira, personagem independente e muito dona de si, num país que queimam viúvas e que já se é uma desgraça em nascer mulher.
Ana Fraser, mãe de Eliza, é uma personagem bem complexa e que sofre com injustiças do passado e falta de opção, acredito que seu relacionamento com sua filha deveria ser melhor explorado.

Alguns costumes e tradições da Índia daquela época causam revolta e reflexões, em que autora soube colocá-las muito bem durante a estória. Temos também muita politicagem e conspirações, principalmente da dominação Inglesa sobre os indianos que em alguns capítulos tira o folego na leitura.
O livro não consegue ter uma boa finalização, com uma solução mágica de última hora, algumas questões em aberto e personagens mal explorados. A autora usa a mesma fórmula do livro anterior e isso fica repetitivo demais.
Eu recomendo a leitura se você gostar muito de romance romântico e quer conhecer mais sobre a Índia, mas está de longe ser um favorito. Apesar da escrita da autora ser muito boa.

Quote:
Estrangeira numa terra estranha, esperava que a viagem pudesse ajudá-la a encontrar um rumo, mas só estava se afundando cada vez mais.” Pág.: 101

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Momento Romance de Banca #33: Casey, Lori Foster

Sinopse: Dessa vez, Casey Hudson, filho de Sawyer e tão bonito e envolvente quanto o pai, está em um romance de tirar o fôlego. Quando jovem apaixonou-se por Emma Clark, uma adolescente problemática e com má reputação na cidade. Ela, no entanto, não foi capaz de corresponder aos sentimentos dele e preferiu mudar-se de Buckhorn. Oito anos depois, com o retorno dela à cidade Casey decide que deve lutar por seus sentimentos e conquistar Emma para sempre. Fonte: Skoob
 
 Voltando a sua cidade Natal por um problema familiar, Emma se depara com fantasmas do passado que podem botá-la pra correr da cidade que fora seu lar. Apesar de tudo isso Casey está mais que disposto a fazê-la ficar e entender o motivo de sua partida a anos atrás.
A trama é muito bem construída e desenvolvida, a protagonista sofre um drama familiar bem difícil quando adolescente, mas consegue superar e construir seu próprio caminho, porém fazendo algumas escolhas que acabam deixando coisas importantes pra trás, como sua amizade e paixão por Casey. Emma amadurece dolorosamente, e fica mais forte, independente e consegue se defender, não deixando ser atingida por ninguém mais, e isso inclui quem mais a magoou.
O mocinho da estória é bem o príncipe encantado, porém achei ele muito realista, porque embora ter tido uma ótima criação ele enfrenta sozinho seus dilemas com a mãe que o abandonou e sofre bastante pela partida brusca de Emma.

O interessante desta estória é que a autora deixa seus personagens resolverem seus traumas e dramas individualmente e quando isso acontecem, eles podem conviverem juntos e aos poucos se curando, principalmente pela paixão adormecida que com o tempo vai florescendo o amor.
Os personagens secundários são bem importante para o livro, tendo participações que até roubam as cenas dos principais, cada um tem sua importância e diferencial na estória.
A autora também nos faz refletir sobre o machismo, criando uma personagem feminina bem independente e de bem com sua sexualidade, e ainda existem momentos na trama em que ela põe mesmo o machismo na discussão como forma de protesto e reflexão.

Um romance de banca com personagens apaixonantes, mocinha “Girl Power” e um romance bem construído e amadurecido, dando credibilidade a estória.

Obs.: O livro é quinto volume de uma série: Os Irmãos de Buckhorn #5, porém a ordem da leitura pode ser aleatória, pois os livros são independentes, podendo começar por qualquer um.

Quote:
- Ninguém nunca falou dos rapazes que iam para cama comigo. Mas uma mulher…” Pág.: 149