quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Resenha: Eu Sou a Lenda, Richard Matheson

Sinopse: 
Uma impiedosa praga assola o mundo, transformando cada homem, mulher e criança do planeta em algo digno dos pesadelos mais sombrios. Nesse cenário pós-apocalíptico, tomado por criaturas da noite sedentas de sangue, Robert Neville pode ser o último homem na Terra. Ele passa seus dias em busca de comida e suprimentos, lutando para manter-se vivo (e são). Mas os infectados espreitam pelas sombras, observando até o menor de seus movimentos, à espera de qualquer passo em falso... Eu sou a lenda, é considerado um dos maiores clássicos do horror e da ficção científica, tendo sido adaptado para o cinema três vezes. (Fonte: Skoob)


Depois de uma praga apocalíptica, que dizimou milhares de seres humanos, "Robert Neville não está sozinho."

Um livro chocante, marcante, mas acima de tudo reflexivo.  Com uma narrativa envolvente o autor consegue que o leitor se ponha no lugar do protagonista e começa a pensar se isso realmente acontecesse, o que faríamos?
Richard Matheson é um ator que marcou sua geração, construindo uma ficção/terror que consagrou o gênero com sua obra “Eu sou a lenda”, escrita em 1954, mas que até hoje faz sucesso e inspira ávidos autores e conquista leitores de todas as idades. Uma obra que foi além de suas expectativas e para mim foi uma das melhores leituras deste ano (janeiro/2016) que mal começou.

O protagonista que narra toda a estória, é complexo e extremamente humano com seus erros e virtudes. Acompanhamos vários de seus flashbacks que mostra sua vida quando a praga chegou a sua família e amigos, até o momento atual. O leitor conhece todas as nuances de temperamento, pensamentos, atitudes deste personagem que cativa desde as primeiras páginas do livro. Robert muitas vezes, se questiona sobre sua humanidade, se ainda a tem ou se ainda vale a pena mantê-la. Se questiona por que isto tudo aconteceu? Por que permitimos isso? Será que vale a pena continuar mais um dia vivo? Acredito que seja o ponto chave do autor, os questionamentos que a leitura traz ao leitor que mesmo escrito a mais de 50 anos pode ser muito atual.
 As angústias do Neville são bem exploradas até seu processo de amadurecimento, e podemos notar todas as mudanças durante a leitura que muitas vezes me fez: chorar, pensar e me deixou melancólica também.

Uma leitura envolvente e que todo leitor de ficção e terror tem que ler, pela grandiosidade da obra e marco neste gênero.

Quote:
“Com que rapidez se aceita o inacreditável, depois que se vê o suficiente!” Pág.: 124

Nota do Filme:
O filme de 2007,está muito bem adaptado, mas faço algumas ressalvas, como o Robert do livro ser muito mais “humano” do que o do filme que ao meu ver está muito “perfeito” mesmo tendo passado o que passou. A praga foi bem adaptada, embora no livro seja um pouco diferente, mas posso dizer que no filme funcionou muito bem. Filme que manteve a atmosfera do livro, com uma interpretação incrível de Will Smith e com uma trilha sonora de cortar o coração, como o livro sugere.

Assista ao Trailer!!!

Obs.: Essa nova Edição de 2015, feita pela Editora Aleph vem recheada de extras que fazem muita diferença e apreciar ainda mais a obra e o autor, com um prefácio muito merecido do escritor Stephen King.

Um comentário:

  1. Eu assisti ao filme há muito tempo atrás e, naquela época, nem sabia que existia um livro haha é um dos meus filmes preferidos <3

    Abraço,
    literarizei.blogspot.com

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