segunda-feira, 27 de abril de 2015

Resenha: Assassinato no Expresso do Oriente, Agatha Christie

Um livro de investigação bem complexo com um personagem principal que realmente não me agradou.

Antes que me atirem as pedras, deixa-me esclarecer meu ponto de vista. Esse foi meu primeiro contato com literatura policial e meu primeiro contato com a narrativa da Agatha Christie, no início a leitura não fazia nenhum sentido para mim, me senti meio perdida nas primeiras páginas até acontecer o crime. Daí podemos ter mais detalhes sobre a vítima até então mal vista pelos passageiros do trem até mesmo pelo detetive Poirot, o qual vai desvendar o caso. Todo o processo de investigação começa: dados, indícios, pistas são coletados e minuciosamente analisados pelo Poirot que é um detetive muito inteligente e perspicaz, que não tive nenhuma simpatia por ele e que me pareceu fantástico demais. Com muita dificuldade consegui chegar até a metade do livro, não gostando nem da estória e nem do protagonista. Foi avançando algumas páginas que a narrativa me agradou e me vi envolvida neste mistério que queria descobri quem era o culpado, o porquê e solucionar tudo.

A narrativa da Agatha foi complexa e meio entediante de início para mim, seu protagonista: Poirot não me cativou em nada e o achei pedante e irritante. Claro que alguns outros personagens me agradaram na trama, que fui conhecendo ao longo da leitura. O envolvimento dos ocupantes do expresso do oriente e o “Todos são suspeitos”, foi o que mais gostei no livro, como o caso desenrolou, seu motivo e autor do crime.
O final foi decepcionante para mim, achei bem grandioso, mas teve uma decisão no final que não me agradou em nada.

O livro não é de todo ruim, tem seus pontos positivos que eu aproveitei durante a leitura, não vou desistir da autora ainda quero ler outras de suas obras, mas vou com menos expectativas. Indico a leitura, mas leia sem muitas expectativas, é um bom livro.

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