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sábado, 19 de maio de 2012

[RESENHA] A Arte da Imperfeição - Brené Brown



Um livro surpreendente. Não sei vocês, mas eu tenho certo preconceitos com livros de auto-ajuda. Apesar deste livro não estar catalogado (efetivamente) nesta área, mas sim: 1. Autoaceitação 2. Autoestima 3. Autogerência (Psicologia) 4. Comportamento humano 5. Resiliência (traço de personalidade) 6. Valores (Psicologia), como consta na contra-capa do mesmo. Nunca vi tanto "auto-qualquer-coisa", juntos num só livro. Talvez isso tudo seja pra não falar auto-ajuda, e entortar narizes mundo a fora. Enfim, isso é irrelevante. Você só precisa começar a leitura pra perceber.

A Brené Brown, autora deste livro, é nada mais nada menos que uma PhD especialista em Vergonha (sim, vergonha). E ela não acordou um dia com essa ideia maluca na cabeça: "ah, vou estudar a vergonha das pessoas". Não. Ela começou sua pesquisa estudando a Vida Plena. E foi tentando achar a Plenitude que ela esbarrou com um grande fator impedidor: a VERGONHA. Depois de fazer as contas, a Brené teve um susto ao descobrir que o que impede as pessoas a ter uma vida plena, são problemas que nascem da vergonha. E isso é mais evidente e está na raiz de problemas que as vezes nem enxergamos como problema de verdade.

Então antes que eu pudesse entortar o meu nariz pelo estilo do livro, eu tomei um susto. Todo mundo tem vergonha, e a definição que damos para esse termos é muito simplória frente a real dimensão deste termo. Tenho certeza que quem pensa na palavra VERGONHA, pensa na hora em alguém tropeçando na hora de subir num palco de um teatro lotado. Ou falando uma besteira em público. Mas a vergonha as vezes está tão escondidinha lá dentro da gente, que se transveste de termos modernos como perfeccionismo e autossuficiência. Então este foi meu momento de virada na leitura deste livro. Saí do papel de quem está interessada por um fenômeno que acontece com os outros, para uma pessoa que também tem vegonha arraigada no Perfeccionismo.

"Todos nós temos vergonha.Vergonha é universal e uma das emoções humanas mais primitivas que sentimos. As únicas pessoas que não sentem vergonha são as incapazes de empatia ou conexão humana." Pág. 64

Eu poderia aqui continuar com uma análise extensa sobre o quanto o livro é interessante e o quanto ele é aplicável em nossas vidas. Em quanto eu clareei minha visão sob alguns aspectos, como amor ao próximo x amor próprio, gratidão e resiliência. Mas prefiro que vocês vejam com seus próprios olhos. Abram os livros e procurem dentro de si onde reside sua vergonha. Pois segundo a Brené, é encontrando onde nosso fator de vergonha está e o resolvendo, é que poderemos alcançar a vida plena. E não, isso não é apenas um termo de livros de auto-ajuda. A Brené precisou de uma década para comprovar cientificamente que a vida plena existe. Então fique tranquilo, existe e é possível. Mas para seguir, precisamos voltar um pouco e tratar feridas antigas.

Leitura envolvente e instigante. Recomendo a todos.

Aldrêycka Albuquerque


PS: Leia um post que fiz citando o livro e o que aprendi com ele.


10 comentários:

  1. vou ler esse livro no escuro , não sei realmente o que vai acontecer , mas espero gostar como vc!

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    1. Que vc comece no escuro e termine na luz. Boa leitura!!

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  2. Oi Dani!
    Mt gente torce o nariz pra esse livro, inclusive eu e vc rs
    por ele ser auto ajuda, mas assim como vc se surpreendeu, mt resenha que eu to lendo por aí ta dizendo o mesmo.
    E tipo, eu preciso conhecer a Brené. Tenho Vergonha DEMAIS ><
    Vejo que vc se tornou especialista no assunto haha
    bjs,
    Nicholas - Tudo por um livro.

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    1. Não eh a Dany. Sou Aldreycka. Rsrssrsr

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  3. Ganhei esse livro de aniversário e no começo não gostei muito,mas ao longo do tempo fui abrindo a mente e tentando absorver todos os conselhos que o livro dava!

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  4. adriana medeiros5 de junho de 2012 14:49

    É duro concordar com a Brené, mas a vergonha nos faz perder muitas coisas legais, principalmente depois q deixamos de ser cirança. Acredito q seja por isso q as crianças são mais felizes...

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  5. Nunca havia ouvido falar deste livro... mas parece muito bom!

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