segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Resenha: A Irmandade Perdida, Anne Fortier


Diana, uma filóloga, que defende a história das Amazonas em qualquer lugar, vai se surpreender quando seus dias pacatos de professora em Oxford, vão ficar aventureiros na caçada às descobertas incríveis que podem mudar sua visão de passado e até poder reescrever a história antiga.

No mundo acadêmico, a fixação de Diana pelas amazonas é motivo de piada, porém ela acaba recebendo uma oferta irrecusável de uma misteriosa instituição. Financiada pela Fundação Skolsky, a pesquisadora viaja para o norte da África, onde conhece Nick Barrán, um homem enigmático que a guia até um templo recém-encontrado, encoberto há 3 mil anos pela areia do deserto. (Skoob)

A escritora dinamarquesa Annie Fortier, trás em seu mais novo livro, algo já comum e conhecido em sua escrita que é a habilidade de romancear a estória acrescentando paixão, romance, modificando e adaptando pequenos detalhes que fazem toda a diferença. Não é de hoje que sou apaixonada pela narrativa da Fortier, que cativa o leitor nas primeiras páginas e nos encanta com uma nova visão da estória já conhecida de todos. Carregada de muito conteúdo e romance a autora nos transporta para o mundo das lendárias Amazonas, para a misteriosa e fascinante Troia mesclando com nossa realidade cotidiana e fazendo o leitor refletir sobre o papel fundamental da mulher, suas conquistas e batalha ao longo de todos estes anos.

A construção de seus personagens é muito envolvente e bem crível. Começando por Diana Morgan, acompanhamos o amadurecimento desta protagonista, forte, determinada e sensível. Uma personagem que o leitor é cativado desde início com seu jeito aparentemente durão, mas que vista debaixo da superfície mostra seu lado delicado e amoroso que está longe de ser fraco. Diana tem as famosas inseguranças femininas, mas não se deixa abater e nem se rende a elas, sempre buscando ser feliz e determinada a encontrar o que busca.
Já o intrigante Nick, com seu ar sarcástico e pouco simpático nos diverte de início com sua rabugice, mas que aos poucos vai se revelando ao leitor, ele é muito inteligente e sabe o que quer. Ainda nos protagonistas principais temos na volta ao passado a cativante Mirina, que me encantou durante toda leitura com sua forte personalidade e independência, bem ousada para sua época ela toma decisões bem importantes para o curso da estória.
Os personagens secundários da drama tem seu charme, a Rebecca amiga “louquinha” da Diana, a qual nos faz dar algumas risadas durante a leitura, temos a misteriosa Katherine Kent, mentora de Diana que compõe o núcleo de mistério do enredo, e personagens que pouco apareceram como seus pais, que contribuíram para composição e compreensão de fatos na vida da protagonista Diana.

Mesclando capítulos dos dias atuais com capítulos de personagens da Idade do Bronze, a autora nos traz a estória de mulheres fantásticas. Mulheres que erraram, que batalharam, que sofreram, que foram brutalmente injustiçadas, mas que nunca deixaram de sonhar e tentar ser feliz. Com a autora fazemos uma viagem emocionante e marcante pela suposta passagem e contribuição das Amazonas na estória do mundo, será que elas existiram? Pura ficção? Ou um reflexo das mulheres que somos hoje? Tudo isso a autora coloca em seu livro e te faz refletir sobre o papel da mulher na sociedade e em como nós superamos as barreiras que nunca deveriam existir, afinal somos todos seres humanos independente de sexo ou qualquer outra diferença.
Um livro cheio de mistérios, aventura, ação e muita estória para contar.

Quote:
“ – Inúteis são agricultores que não plantam e pastores que não pastoreiam. Lembre-se que você é uma irmã. Uma irmã não precisa de olhos para ser útil, só de um sorriso e de um coração valoroso.” Pág.: 47


Resenha de Julieta, Anne Fortier AQUI

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