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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A menina que roubava livros

         Esta narrativa é ambientada nos anos de 1936 à 1943 na Alemanha durante o período da Guerra Mundial,sob o regime de Hitler.
        Tem como personagem principal Leisel, que tem uma experiência traumatizante quando criança que é a morte de seu irmãozinho e logo depois sua mãe è entrega para doação, onde encontra o acolhimento e amor de seu pai de criação e uma nova forma de amar de sua mãe adotiva. Leisel sofre, vendo e sentido todo horror desta guerra nazista, relatando a censura, o poder das palavras e vendo a morte de perto.
        Logo após a morte de seu irmão ela rouba seu primeiro livro ( O manual do coveiro), em seguida decorre a tragetória da roubadora de livros e seu "histórico criminal". E em meio à este contexto podemos refletir em valorizar a liberdade de expressão que temos hoje e a facilidade que temos em ler bons livros, que naquela ditadura, o simples ato de ler e expressar-se poderia levar a tortura e até à morte.
        Esta história segue a linha do " O Caçador de pipas", que observamos o ser humano agindo mediante ao desespero e mostrando seu lado animal (natureza do homem), vale ressaltar que neste livro temos trechos narrados pela "MORTE", sim, a própria, só que sem o capuz preto e a foice. Ela relata seu agradecimento por tantas almas do seu maior fornecedor: Adolf Hitler.
        Particularmente, confesso que de início achei o livro chato e cansativo, mas depois fica interessante ao ponto de você querer saber que destino se dará à Leisel, sua família e seus amigos.


Como de praxe, ao fim de todas as minhas resenhas colocarei um trecho de livro, que mais me chamou atenção ou que achei importante:


" Eu tento ignorar, mas sei que tudo isso começou com o trem, a neve e meu irmão tossindo. Robei meu primeiro livro naquele dia. Era um manual para cavar sepulturas, e eu o robei quando estava a caminho da Rua Himmel...." trecho da pág. 368

4 comentários:

  1. ''Bendito quem semeia livros, livros a mão cheia e diga ao povo que pense.''

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  2. Paula Camargo Souza7 de agosto de 2012 16:49

    'Sem dúvida um dos melhores livros que eu já li! Sem palavras

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  3. Ainda não li =( Mas desejo muito ler, com certeza.

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