sábado, 18 de março de 2017

Resenha: Coraline, Neil Gaiman

“Há algumas portas que nunca deveriam ser abertas”.

A estória de Coraline começa bem comum, uma menina de aproximadamente 12 anos que se muda para um lugar mais pacato, isolado e pouco atrativo. Nossa protagonista não esta nada feliz com esta mudança.

Seus pais trabalham em casa e num dia chuvoso, que Coraline não pode brincar lá fora, ela começa a aborrecê-los por não ter o que fazer. Seu pai aconselha a explorar a casa, e na sua busca ela descobre uma pequena porta que aparentemente não leva a nada, mas esconde mistérios terríveis e é aí que Coraline começa sua aventura, que a medida que passa fica mais sombria e perigosa.

Através desta porta a protagonista é transportada para outro mundo, parecido com o seu, só que melhor, mais atrativo, divertido e delicioso. Mas este mundo não é tão bom assim quando ele se mostra de verdade e sua anfitriã revela sua verdadeira face.



Falando sobre a narrativa, achei bem fluida e sombria, não indico o livro para crianças abaixo de 8 anos, porque contém cenas sombrias e beirando a crueldade. Porém é um livro bem interessante para crianças um pouco mais velhas. Foi meu primeiro contato com o Neil Gaiman e foi uma ótima experiência que pretendo repetir lendo outros livros do autor.




Avaliando personagens, são bem rasos, mas que condiz com a proposta do livro. Coraline, a protagonista, tem o comportamento de uma criança entrando na adolescência, às vezes bem irritante e impertinente, mas no geral ela foi cativante e a personagem melhor explorada. Ao longo da leitura entendi suas escolhas, erros e a vontade de mudar e resolver os seus problemas, condições bem humanas.

Não posso deixar de mencionar seus vizinhos excêntricos, que rederam momentos engraçados: Mr. Bobo, um russo estranho que fala que treina um circo de ratos. E as senhoras que acreditam ainda serem jovens e belas (só que não).



O livro tem várias ilustrações, bem sombrias, que combina com toda a atmosfera da estória. Desenhos estes que colocam um certo “medinho” ao ler e acompanhar as ilustrações.



O livro deixa uma importante reflexão sobre dar valor ao que você tem, por mais pobre e chato que sejam seus pais, eles o amam e muitas vezes fazem muitos sacrifícios para proporcionar o melhor para seus filhos. Que as vezes não precisamos cobiça a grama do vizinho para ser feliz, mas sim melhorar seu próprio quintal, cuidando para que floresça também.



Quote:

… quando você tem medo e faz mesmo assim, isso é coragem. Pág.: 59





Nota do Filme:


Antes de ler o livro já tinha assistido ao filme e amado, é um caso que afirmo que a adaptação supera o original. Porque há muitas cenas que funcionam melhor como filme. Não que o livro seja ruim, ele é muito bom, mas o filme encantou muito mais.

Assista ao trailer:

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