Páginas

Mostrando postagens com marcador Ficção Científica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ficção Científica. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de maio de 2017

Opinião Sobre o Filme: A Chegada

 
Enredo:
Quando seres interplanetários deixam marcas na Terra, a Dra. Louise Banks (Amy Adams), uma linguista especialista no assunto, é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade. 
Fonte: Adorocinema

Um filme que fala sobre relacionamentos, comunicação, a importância de ter a habilidade de se entender e comunicar que pode salvar o mundo e evitar grandes guerras e tragédias. Enredo que soube mesclar muito bem ficção científica com linguística.



As atuações deste filme são boas, mas acredito que a protagonista Louise, vivida pela Amy Adams, fez toda a diferença no filme. Uma protagonista forte, inteligente, muito gentil e pacifica que facilita muito em questão de comunicação.

Outras questões bem interessantes são abordadas no filme, não só linguagem como forma de existir e viver, como também luta pelo poder e o quanto pode dizimar uma raça usando de maneira egoísta, e nisso temos o questionamento de como usar este “poder” de forma altruísta o que acredito ser um dos sentimentos mais difíceis de lidar.

O diretor foi bem enfático também em mostrar o que nos torna humanos, que mesmo com erros e defeitos ainda somos pessoas que podem realizar atos de bondade e amor, que somos todo esse conjunto de contradições e cabe a nós escolher o melhor para os outros e para nós.

O que torna todo o filme bem complexo e o que nos aproxima destes personagens, desta condição de pavor é o pânico de ter 12 conchas em pontos estratégicos do planeta e não fazermos ideia do que estes extraterrestres querem e o que estão fazendo aqui, como se comunicar sem nos deixar indefesos. O que nos leva a reflexão de muitas pessoas numa situação aterrorizante, beirando a loucura de não saber lidar, desencadeando medidas desesperadas, e que este medo pode ser o causador de guerras e desgraças.

A produção de áudio deste filme é fantástica, não é a toa que o filme ganhou o Oscar 2017 de melhor edição de som. Usando um tipo sonoro que parece primitivo, que lembra o som de baleias e que ao mesmo tempo não parece deste mundo. Realmente não posso explicar, só ouvindo para entender. É claro que o filme tem sua carga dramática e nela a trilha foi bem sensível e triste, conectando com toda a dramaticidade da protagonista.



A Chegada é a adaptação de um conto de mesmo nome e título do autor Ted Chiang, por causa da estreia do filme no Brasil a editora Intrinseca lançou o livro que contém este conto. Um filme que indico a todos, por abordar temas tão importantes para nossa condição humana.

Ficha Técnica:
Título: Arrival 2016
Direção: Denis Villeneuve
Elenco: Abigail Pniowsky, Amy Adams, Anana Rydvald, Andrew Shaver, Forest Whitaker, Jeremy Renner, Joe Cobden, Julia Scarlett Dan, Julian Casey, Larry Day, Leisa Reid, Mark O'Brien, Max Walker, Michael Stuhlbarg, Nathaly Thibault, Pat Kiely, Philippe Hartmann, Russell Yuen, Ruth Chiang, Tzi Ma

Trailer:

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Resenha: Eu Sou a Lenda, Richard Matheson

Sinopse: 
Uma impiedosa praga assola o mundo, transformando cada homem, mulher e criança do planeta em algo digno dos pesadelos mais sombrios. Nesse cenário pós-apocalíptico, tomado por criaturas da noite sedentas de sangue, Robert Neville pode ser o último homem na Terra. Ele passa seus dias em busca de comida e suprimentos, lutando para manter-se vivo (e são). Mas os infectados espreitam pelas sombras, observando até o menor de seus movimentos, à espera de qualquer passo em falso... Eu sou a lenda, é considerado um dos maiores clássicos do horror e da ficção científica, tendo sido adaptado para o cinema três vezes. (Fonte: Skoob)


Depois de uma praga apocalíptica, que dizimou milhares de seres humanos, "Robert Neville não está sozinho."

Um livro chocante, marcante, mas acima de tudo reflexivo.  Com uma narrativa envolvente o autor consegue que o leitor se ponha no lugar do protagonista e começa a pensar se isso realmente acontecesse, o que faríamos?
Richard Matheson é um ator que marcou sua geração, construindo uma ficção/terror que consagrou o gênero com sua obra “Eu sou a lenda”, escrita em 1954, mas que até hoje faz sucesso e inspira ávidos autores e conquista leitores de todas as idades. Uma obra que foi além de suas expectativas e para mim foi uma das melhores leituras deste ano (janeiro/2016) que mal começou.

O protagonista que narra toda a estória, é complexo e extremamente humano com seus erros e virtudes. Acompanhamos vários de seus flashbacks que mostra sua vida quando a praga chegou a sua família e amigos, até o momento atual. O leitor conhece todas as nuances de temperamento, pensamentos, atitudes deste personagem que cativa desde as primeiras páginas do livro. Robert muitas vezes, se questiona sobre sua humanidade, se ainda a tem ou se ainda vale a pena mantê-la. Se questiona por que isto tudo aconteceu? Por que permitimos isso? Será que vale a pena continuar mais um dia vivo? Acredito que seja o ponto chave do autor, os questionamentos que a leitura traz ao leitor que mesmo escrito a mais de 50 anos pode ser muito atual.
 As angústias do Neville são bem exploradas até seu processo de amadurecimento, e podemos notar todas as mudanças durante a leitura que muitas vezes me fez: chorar, pensar e me deixou melancólica também.

Uma leitura envolvente e que todo leitor de ficção e terror tem que ler, pela grandiosidade da obra e marco neste gênero.

Quote:
“Com que rapidez se aceita o inacreditável, depois que se vê o suficiente!” Pág.: 124

Nota do Filme:
O filme de 2007,está muito bem adaptado, mas faço algumas ressalvas, como o Robert do livro ser muito mais “humano” do que o do filme que ao meu ver está muito “perfeito” mesmo tendo passado o que passou. A praga foi bem adaptada, embora no livro seja um pouco diferente, mas posso dizer que no filme funcionou muito bem. Filme que manteve a atmosfera do livro, com uma interpretação incrível de Will Smith e com uma trilha sonora de cortar o coração, como o livro sugere.

Assista ao Trailer!!!

Obs.: Essa nova Edição de 2015, feita pela Editora Aleph vem recheada de extras que fazem muita diferença e apreciar ainda mais a obra e o autor, com um prefácio muito merecido do escritor Stephen King.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Resenha: 172 Horas na Lua, Johan Harstad

Três adolescentes e um destino: Lua.

O ano em que se passa e estória é 2018, em que a NASA decide voltar com as viagens à lua. Desta vez ela quer incluí três adolescentes, para uma finalidade que a NASA pretende com isso. É realizado um sorteio para todo e qualquer adolescente entre 14 e 17 anos de toda a parte do mundo. Mia, Antonie e Midori são os “sortudos” que ganham essa passagem à lua por 172 horas e com eles mais dois engenheiros e três astronautas que também embarcam nesta aventura que tinha tudo para ser fantástica e divertida, porém nem tudo acontece de acordo com o plano.

A narrativa do autor, não fluiu para mim, achei muito lenta e arrastada, tanto que quase abandonei o livro, porém depois da página 100, que é quando eles finalmente chegam na Lua, muitas coisas estranhas começam a acontecer e então a narrativa ganha um certo ritmo e te aguça curiosidade, que o leitor é instigado a continuar a leitura até o final. O livro é bem ficção científica, de início, mas do meio para o final entra um pouco de thriller, suspense e terror também, pelo menos na minha opinião. A diagramação da editora está muito bonita e cheia de fotos e mapas que te ajudam a imaginar melhor o cenário, um trabalho de arte que enriquece um livro de ficção científica.

Fotos de algumas imagens do livro:



Os personagens principais são os três adolescentes que são completamente diferentes, Antonie é um francês que saiu agora pouco de um relacionamento e achou que essa viagem a lua chegou em boa hora para ele. Um rapaz bonito, tranquilo e de índole bondosa. A Midori é do Japão e quer muito sair de casa, sair do Japão, seu objetivo é Nova York e com essa viagem ela ver a oportunidade de alcançar seu objetivo. Mia é norueguesa, e é aquela adolescente rebelde sem causa, ela nem se interessava por este sorteio até ver que através disto ela pode ficar famosa e divulgar sua banda de rock, confesso que esta personagem foi intragável para mim de início, mas com o tempo a Mia melhora e amadurece o que me conquistou. Um ponto negativo que vi entre estes três adolescentes foi em como eles desprezam seus pais, não gostei do fato de todos três agirem como seus pais fossem retardados e pessoas sem noção, sem o mínimo respeito. Mas ao prosseguir com a leitura, o fato de Mia, Midori e Antonie estarem tão distantes de amigos e principalmente família, vão mudando esse modo de pensar.

O livro toma um rumo na estória que deixa o leitor aflito, em situações inusitadas e muitas vezes desagradáveis dão este aspecto de thriller e terror à trama, o autor insere um mito na trama que não é muito difundido e que deu ao enredo essa característica de terror, não me surpreendeu por já conhecer, porém foi bem diferente e inovador. O livro também fala de manipulação e sobre decisões em que muitas vezes elas podem ser desastrosas. É um bom livro que recomendo para os fãs deste gênero.

Quote:
“É muito simples, Midori, dissera-lhe Kyoko. Existe muito mais que o Japão, sabe. Há um mundo inteiro lá fora. Você pode ir aonde quiser. Só precisa tomar uma decisão.” Pág.: 29